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DACHAU: TO NEVER FORGET


This was, without a doubt, the saddest, the hardest and unpleasant ride, which I did. But, anyone who has the opportunity to go there, go. It's one thing to read, watch movies and documentaries about the atrocities that occurred in that place, in our recent history. It's another thing to be personally and feel the dark energy of there. This is a part of our history that should never be forgotten, erased or reinvented.

In fact, this is the reason why the concentration camps were not totally destroyed. At the request of the Jewish community and former prisoners, the camps are still there, so the future generations will know about all the suffering and cruelty that the human species was able to produce and thus They can prevent that horror happens again.


Well, let’s go to the visit. A friend and I, took a train at Munich central station, to Petershausen, and dropped off at Dachau station. Dachau is 20 km from Munich. The tip is to buy the single all day ticket "München XXL ", which includes the full trip and the bus that takes you from Dachau station (Dachau Bf) to the camp. The bus is almost in front of the station. And you can get the 722, 724 and 726. As well as the Castle of the last post, follow the crowd, they all go to the same place!

The cold day and the icy rain that was felling, already prepared us for what was to come. At the entrance of the camp (KZ-Gedenkstatte), has a information center and a cafe, where we sat down a little to get information about the tour. The main entrance, is a 5-minute walking, from there. And, upon arrival, we came across the entrance gate and the famous phrase: "Arbeit Macht Frei" (work sets you free).

Created in 1933, Dachau was the first concentration camp of the Nazi regime. And, only in 1945, American troops managed to free the survivors. More than 45,000 people died there.

The first stop was the Museum. Full of panels with photos of everything that happened there. The striped pajamas, kitchen utensils and objects of torture, are also there. It was impossible not to get impacted with the atmosphere. They documented everything. In one of the rooms is possible to watch a short movie that shows how the routine of the camp was. Sad.

After the Museum, we went to the cells where special prisoners and those who disobeyed orders were. In each cell, has the story and photographs of the prisoner that was there. Yes, very strong …

Also, we went at the gas chambers. A huge bathroom, where prisoners thought they were going to take a shower, but actually a gas was released by the shower instead of water. And they died asphyxiated. After the bodies were thrown in the crematorium ovens or in mass graves.

Throughout the tour, even back to Munich, my friend and I weren't able to talk. We were so shocked with everything: the place, rooms, photos, objects, and the heavy energy. Impossible not to think in terms of the people who passed through there on a day like that, without having to protect themselves from the cold, starving, sick, being treated with no respect or dignity.

For her, in a way, it was more difficult, because she is Polish origin and her grandparents left the region, to Brazil, to escape out of that monstrosity.


And, reflecting on, the sad thing is that even today, so many things happen with the same degree of cruelty… #theworldneedslove


DACHAU: PARA NUNCA ESQUECER

Esse foi, sem dúvida, o passeio mais triste, difícil e nada prazeroso, que eu fiz. Ainda assim, quem tiver a oportunidade de ir, vá. Uma coisa é ler, ver filmes e documentários a respeito das atrocidades que aconteceram por lá, na nossa história recente. Outra coisa é estar pessoalmente e, sentir a energia obscura do lugar. Essa é uma parte da nossa história, que nunca deve ser esquecida, apagada ou reinventada.

Aliás, esse é o motivo dos campos de concentração não terem sido totalmente destruídos. A pedido da própria comunidade judaica e ex-prisioneiros, eles continuam lá, para que as gerações futuras saibam de todo o sofrimento e crueldade, que a espécie humana foi capaz de produzir e, assim, evitar que aquele horror se repita.


Bom, vamos à visita. Uma amiga e eu, pegamos o trem na estação central de Munich, em direção a Petershausen, que passa por Dachau, onde tínhamos que descer. Dachau fica a 20Km de Munich. A dica é comprar o “single all day ticket München XXL”, que inclui o percurso ida e volta e o bus que leva você da estação de Dachau (Dachau Bf) até o campo. O bus fica quase em frente a estação. E você pode pegar o 722, 724 e 726. Assim como no Castelo do post passado, siga a multidão, todos vão para o memo lugar!


O frio que fazia e a chuva fina e gélida que caía, já nos preparava para o que estava por vir. Na entrada do campo (KZ-Gedenkstatte), estão o centro de visitantes e um café, onde sentamos um pouco para pegar informações sobre o tour. A entrada principal, fica há uns 5 minutos de caminhada, dali. E, ao chegar, nos deparamos com o portão de entrada e a famosa frase: “Arbeit Macht Frei” (O trabalho liberta).

Criado em 1933, Dachau foi o primeiro campo de concentração do regime nazista. E, somente em 1945, as tropas americanas conseguiram libertar os sobreviventes. Mais de 45 mil pessoas morreram lá.

A primeira parada é o museu. Cheio de painéis com fotos reais de tudo o que aconteceu lá dentro. Os pijamas listrados, os utensílios de cozinha e os objetos de tortura, também estão lá. Impossível não se impactar com aquela atmosfera. Eles documentavam tudo. Em uma das salas é possível assistir um filme curtinho, que mostra como era a rotina do campo. Triste.

Depois do museu, fomos às celas onde ficavam os prisioneiros especiais e os que desobedeciam ordens. Em cada cela, tem a história e as fotografias do preso que ali ficou. Sim, fortíssimo…

Passamos, também, pelas câmaras de gás. Enormes vestiários, onde os prisioneiros íam tomar, mas na verdade, saía gás do chuveiro ao invés de água. E, eles morriam asfixiados. Depois os corpos eram jogados dentro dos fornos do crematório ou em valas comuns.

Durante todo o tour, até a volta para Munich, minha amiga e eu, não conseguimos nos falar. Ficamos tão chocadas com tudo aquilo: o lugar, os quartos, as fotos, os objetos, o cheiro e a energia pesada. Impossível não pensar nas condições das pessoas, que passaram por lá, num dia como aquele, sem ter como se proteger do frio, passando fome, doentes, sendo tratadas sem nenhum respeito ou dignidade.

Para ela, de certa forma, ainda foi mais difícil, pois é de origem polonesa e os avós deixaram região, rumo ao Brasil, para fugir daquela monstruosidade toda.


E, refletindo sobre esse post, o mais triste é que ainda hoje, acontecem tantas coisas com o mesmo grau de crueldade. #maisamorporfavor