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THE WEIGHT TO BE PRIVILEGED X THE TASTE OF FREEDOM: WHAT AMERICA TAUGHT ME IN JUST ONE YEAR?


I'm Brazilian. I was born and grew up in a beautiful country, big and rich in natural beauty, cultural diversity and with a unique people. Brazil, my beloved country.

Today is my first year living in the United States. And, to tell you what I've learned here, I need to go back a little bit to my Brazilian reality.

During 32 years, I was classified by a word which meaning caused me tremendous anxiety: PRIVILEGED. According to the dictionary, means That privileged enjoys a privilege, a right, benefit or privilege in relation to others.

I felt the weight of that meaning in adulthood, in the job market, where I faced prejudice simply for being born into a good family, where they worked and still work very hard to gain what they want. For this reason, I always had to prove competence, I had to hear that I wasn't promoted or have not received a raise because another colleague needed more. What do you mean, need more? Impossible to write all the nonsense I've ever heard for being "privileged", and that's not just my merit, I know of many people who pass through it. It's a kind of bullying, which exists in countries where social inequality reigns, as unfortunately, in Brazil.

In the country where I was born and raised, the simple fact of having a well structured family and working to give children good education, values, leisure, security, among other basic things for any individual, makes the person "privileged".

Today, I understand why my discomfort with this label. I moved to a country where everyone has access to everything, that is, I'm not privileged, I'm like all! Where the person who works in my house, talk to me on an equal footing, has his good car and takes her vacation in Cancun. Where everyone has the opportunity to realize their dreams. Where all go to school. Where all have public transportation and some of this are free. Where taxes are reinvested in education, urbanization, security, cleaning, transportation and other improvements. Here, no one suffers prejudice for having access to basic things like those I had in Brazil, because everyone has it.

In the United States, where the wild capitalism "(term used by dreamers hypocrites, in Brazil) is the regime, learned and experience the meaning of another word: FREEDOM.

Freedom to get into in a Louis Vuitton store slippers and be treated as if wearing Louboutin. To walk the streets alone at night with watch, bag, jewelry and nothing happens. Freedom to be who I always wanted to be, without being judged, labeled. Freedom to buy the car I want and can afford, without being embarrassed if it is better or worse than my neighbor. Freedom to enter the Bank without having to open the bag and remove all metal from within. Freedom to leave or get home by car, by the time I want, without fear of being robbed and killed.

Of course, all of this freedom is only possible because the country has rules, laws and punishments very well established. And the certainty of punishment is so great, that people feel even more free. Free for don't fill the houses of bars. Free to walk with the puppy. Free to sit in front of the house. Free to simply live.

I really want this reality arrives in Brazil. Everyone has access to everything! I want my people free, happy and not afraid to live.

In a year, I freed myself of the weight to be PRIVILEGED and experiment the taste of FREEDOM. And it's so good to be free!


O PESO DE SER PRIVILEGIADA X A LEVEZA DE SER LIVRE: O QUE A AMÉRICA ME ENSINOU EM APENAS 1 ANO?

Sou brasileira, gaúcha, da fronteira com o Uruguai. Nasci e cresci num país lindo, grande, rico em belezas naturais, diversidade cultural e com um povo único. Brasil, meu amado país.

Hoje, completo 1 ano morando nos Estados Unidos. E, para contar o que aprendi de mais importante, preciso voltar um pouquinho à minha realidade brasileira.

Durante 32 anos, fui classificada por uma palavra cujo significado causava-me tremenda inquietação: PRIVILEGIADA. Segundo o dicionário, privilegiada quer dizer: Que usufrui de algum privilégio, direito, vantagem ou prerrogativa em relação aos demais.

Isso porque no país onde nasci e cresci a desigualdade social é imensa e nem todos têm acesso à coisas que, na minha opinião, deveriam ser básicas, como educação, saúde, saneamento básico, transporte descente, entre outros. Então, o simples fato de fazer parte de uma família, onde se trabalhou e se trabalha muito duro para proporcionar aos filhos boas condições de educação, lazer, transmissão de valores, segurança, carinho, atenção e acesso a um mundo de oportunidades, torna a pessoa “privilegiada”.

Hoje, entendo melhor o porque do meu desconforto com esse rótulo. Mudei para um país onde todos têm acesso à tudo, ou seja, não sou privilegiada, sou igual! Onde a pessoa que trabalha na minha casa, fala comigo de igual para igual, tem o seu carro novo e tira férias no Caribe. Onde todos têm a possibilidade de realizar seus sonhos. Onde todos vão à escola. Onde todos têm transporte público e com opções gratuitas. Onde os impostos são revertidos em educação, urbanização, segurança, limpeza, transporte e outras benfeitorias. Aqui, ninguém sofre preconceito por ter acesso a coisas básicas, como às que eu tive no Brasil, porque TODOS têm.

Nos Estados Unidos, onde o "capitalismo selvagem” (expressão usada por sonhadores hipócritas, no Brasil) é o regime, aprendi e vivencio o significado de outra palavra: LIBERDADE.

Liberdade para andar na rua sozinha, à noite de relógio, bolsa, jóias e nada acontecer. Liberdade pra ser quem eu sempre quis ser, sem ser julgada, rotulada. Liberdade para comprar o carro que eu quiser e tiver condições, sem ficar constrangida se ele é melhor ou pior que o do meu vizinho. Liberdade para entrar no banco sem ter que abrir a bolsa e tirar todos os metais de dentro (aqui não tem porta-giratória). Liberdade para sair ou chegar em casa de carro, na hora em que eu bem entender, sem temer ser assaltada e morta.

É claro que toda essa liberdade só é possível, pois o país tem regras, leis e punições muito bem estabelecidas. E a certeza da punição é tão grande, que as pessoas se sentem ainda mais livres. Livres por não precisarem encher a sua casa de grades. Livres para passear com o cachorrinho, à noite, sem ficar olhando mil vezes para todos os lados. Livres para sentar na frente de casa e confraternizar com os vizinhos, sem medo. Livres para simplesmente viverem.

Eu quero muito um Brasil assim! Que todos tenham acesso a tudo! Quero meu povo livre, feliz e sem medo de viver!

Em um ano, eu me libertei do peso de ser PRIVILEGIADA e experimento a leveza da LIBERDADE. E como é bom ser livre!